No Brasil, cada torcedor se considera um treinador de futebol em potencial, com isso são milhares de pitaqueiros espalhados pelo país a fora.
A maioria dos torcedores entende que jogar em casa com três zagueiros ou três volantes deixa o time com pouco poder ofensivo. Mas quando o time conquista a vitória, o torcedor não quer nem saber como foi que o treinador colocou o time em campo, todavia quando perde, os questionamentos aparecem aos montes:
Por que substituiu esse e não aquele?
Por que improvisou, quando poderia ter utilizado um jogador nato na posição?
Como é que um time pode vencer uma partida jogando todo atrás?
Enfim, os questionamentos fazem parte do processo que culmina com a demissão do treinador. “Treinador não ganha jogo, mas pode perder”. Essa é a cultura do povo brasileiro, praticada em todos os pontos de aglomeração de torcedores.
Quando uma equipe se prepara para participar de uma competição, alguns procedimentos se fazem necessários para que “a ordem dos fatores não altere o produto”, ou seja, a diretoria tem que primeiro contratar uma comissão técnica, para só então começar a contratar os jogadores.
Os bastidores dão conta de que nos dias de hoje, como é difícil encontrar um treinador que não receba comissão de jogador, principalmente daqueles indicados por ele. A primeira consequência é o racha do grupo. Então, qual é a moral desse treinador para chamar o feito à ordem, quando as coisas começam a desandar.
A princípio, todo jogador deveria ser contratado para ser titular do time, é inconcebível contratar jogadores que não vinham atuando com regularidade, jogadores que não participaram de pré-temporadas, jogadores de um passado longínquo, que infelizmente não mais correspondem aos áureos tempos...
Nenhum clube de futebol é Casa de Caridade, SPA, nem muito menos repositório para empresários da bola despejar seus atletas “bichados”, fora de forma ou “perna de pau”. O torcedor não aguenta mais tanta arbitrariedade por parte dos cartolas, onde os interesses pessoais prevalecem diante os interesses dos clubes.
O principal patrimônio de um clube é a sua torcida, portanto o mesmo merece ser tratado com respeito e consideração, de outra forma esse clube está destinado a extinção.
Mas no mundo do futebol não temos apenas maus exemplos, temos muita coisa boa que pode ser copiada. Desde que haja responsabilidade e comprometimento por parte dos dirigentes. Porque só se colhe o que se planta, e dessa regra ninguém foge.
Fábio Fernandes










Disse tudo meu amigo
ResponderExcluirNão sei por que ainda insistem pra botar jogadores de empresarios
só fodem o time!
Continue assim
Abraço!